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1.
Já tinha guardado aquela caixa gasta como o tempo pelo tempo. Procurou a frase mais bonita para escrever por fora e ao esconder jurou não guardar mapa. Fechada pela fita-cola lá ficou, debaixo da cama à mercê do esquecimento, perto num falso abandono que acreditava ser real.
Ninguém perguntou por ela. E ele dormiu.
2.
Sonhou sem saber o claro sentido das imagens. Sem pressa ao cair não sentiu o acordar de não poder morrer naquele mundo.
Dormiu na paz sem pensar no inferno que é não poder escolher o que sonhar.
3.
Ao acordar lá estava ela... Nova como no primeiro dia, sem tempo, fita-cola por onde apenas restavam as frases escritas que não podiam ser esquecidas no fraco sentido dos dias dele.

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