Teatro mental
Ele – Olá!
- (diz atrapalhado enquanto olha a medo)
-Apaga-se a luz principal do palco, ficando apenas uma suave luz alaranjada.
- (monologo sozinho em palco acompanhado de musica a sugerir sonhos)
Ele - Beijei em sorrisos aquele momento onde podia adormecer embalado numa música calma e arrepiante! As mãos tocaram, os dedos agarraram a pele que sussurrou segredos tão fúteis como as mais profundas certezas universais. Em cada movimento, sentia o coração na garganta. As palavras eram abafadas no brilho dos olhos e eu não era mais do que um arrepio permanente. A pulsação perdeu identidade naquela acelerada ansiedade e encontrou a melodia daquele coração nos cenários de histórias prometidas. Fechei então os olhos e agarrei, desejei ficar assim, feliz naquele aconchegante paraíso com a alma a cantar de euforia, guardava o perfume, a respiração, a cor da luz, o sopro do calor e imortalizei na pele aquela presença que á alma já havia tocado a muito tempo.
Ela – Hmm… Olá.
- (diz ela continuando a andar sem revelar qualquer diferença. Ele permanece no mesmo lugar com o olhar no chão.)
-Apaga-se a luz gradualmente até á escuridão total-45 segundos.
Fim do primeiro acto

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